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Regras de Relação | o começo



Um princípio inspirador para quem deseja vivenciar momentos explorando o fetiche Femdom é elencar as REGRAS. Considerando que a relação induz a uma espécie de imperialismo em que haverá um Dominante (no caso, a Rainha Domme) e um dominado (no caso, o escravo), as regras estabelecem naturalmente quais serão as LEIS a serem acatadas pela parte inferior a fim de demonstrar sua obediência e entrega.
Em relações fetichistas D/s, muito se lê e se ouve falar sobre a criação de “contratos de escravidão”. Estes contratos funcionam como um documento oficial para os envolvidos e nele constarão as tais regras determinadas.
Pode-se encontrar diversos modelos de “contratos de escravidão” em pesquisas pela web, sites nacionais e internacionais. Porém, há de se convir que ser original na criação do seu próprio contrato, evidentemente surtirá efeito mais que positivo na relação. Com especial atenção aos gostos e práticas do casal, hábitos, maneiras e desejos, fica interessante “brincar com possibilidades” que contrariam, intensificam ou provocam sensações de forma personalizada.

As REGRAS, não são indispensáveis, porém criam uma atmosfera importante para um convívio diário ou eventual. Relações fetichistas tem a vantagem de serem facilmente alimentadas por novidades o tempo todo. Uma vez que existam as Regras como um padrão de conduta, cria-se oportunidades diversas para que falhas aconteçam, contrariando os mandamentos do imperialismo escolhido.

Melinda e eu nos divertimos muito criando nossas particularidades de conduta. A todo momento nos pegamos a detalhes que evidenciam o poder que Ela como Rainha detém sobre mim. Um exemplo desses momentos é quando estamos conversando via internet e digitando um ao outro. Naturalmente estabelecemos que em qualquer frase, todo e qualquer pronome que se refira a Ela – Rainha -, deve iniciar com a letra maiúscula. Isso surgiu de forma natural em meio a textos que trocamos e passou a fazer parte de uma observação atenta, em busca de deslizes que podem resultar em aplicações de castigos como correção e aperfeiçoamento de doutrina.

Na vivência Femdom em geral o costume de se aplicar métodos de disciplina é sempre imposto a fim de que o escravo se torne o mais perfeito possível em atender sua Dona. Como padrão, utiliza-se a relação punição/recompensa, sendo que a punição é de característica freqüente e ilimitada e a recompensa escassa, dependendo sempre e uma decisão benevolente da Rainha.As punições podem variar em grau, intensidade, tempo, proibições e imposições e tudo mais que se possa pensar, entendendo que uma fantasia que propõe o título de Rainha possibilita, de fato, poderes absolutos para tal. Da mesma forma, permitr regalias a um escravo passa a ser uma decisão simples ou complexa de acordo com o “entender” que a consciência da Rainha atribui a atitudes do escravo, satisfatórias ou não.


Existem REGRAS clássicas para esse estilo de fetiche Femdom, assim como para cada fetiche e suas sub-divisões. Muitas cenas são automáticas em um comportamento erótico de D/s como a posição de reverência, a escolha por uso de pronomes adequados de tratamento, frases de simbologia respeitosa, uso de coleiras e etc, tudo sempre usado por cada casal da forma que se quer e como se quer.

Mas é na hora de saber criar as suas regras íntimas e pessoais que uma relação fetichista tende a se transformar em uma aventura “ímpar”.

Melinda tem exigências soberanas em nosso convívio. Nossa simples rotina de dormir e acordar é dosada por uma de nossas “Regras da Relação”. Melinda gostar de adormecer enquanto eu beijo Seus pés. E o mesmo acontece na hora de despertá-La. Esse é mais um exemplo de uma Regra pessoal, que está sim em nosso contrato, devidamente listado com a conseqüente punição caso deixe de acontecer, e que para nós representa mais do que a simbologia do imperialismo proposto, pois nos envolve até mesmo quando não estamos em clima de fantasia* e adotamos como uma forma de carinho ou simples gentilezas que nos conduz junto a nossa maneira de ser. *(aqui vale um espaço para citar que a relação de um casal fetichista não se obriga a vivencia-lo em tempo integral, e poderemos falar mais sobre isso em futuras postagens).
by doug dink
28 de jun de 2010

~ 5 comentários: ~

Contos Podolatria says:
at: quarta-feira, junho 30, 2010 7:55:00 AM disse...

Lindo post!

Volto em breve... :)

Anônimo
at: quarta-feira, junho 30, 2010 8:33:00 AM disse...

Imagino como seria bom se todos os casais soubessem que a mulher é que manda. Basta seguir as regras dela e tudo fica bem. :)

escravo_BH35
at: terça-feira, março 12, 2013 12:49:00 AM disse...

Eu gostei bastante deste texto. Ajuda a entender como é que se faz essa estória de regra e liturgia. Já falei com dommes que ficam dizendo que existe um monte de coisa pra que voce seja considerado um escravo real. E aqui no blog vocês explicam muito bem que cada um faz o sm do seu jeito. Gostei mesmo.

subsissy(monique) says:
at: terça-feira, outubro 22, 2013 1:39:00 PM disse...

Eu sou casado com minha Dominadora, eu apresentei esse mundo BDSM para ela, nós temos uma relação D/s, mas o que difilculta um pouco as coisas, é que sempre eu é que tenho que buscar novidades e novas regras, acaba por ficar uma dominação meio vaga, eu gostaria de ser comandado pelos desejos e vontades Dela, sem nunhuma interferencia minha.

subsissy(monique) says:
at: terça-feira, outubro 22, 2013 1:40:00 PM disse...

Eu sou casado com minha Dominadora, eu apresentei esse mundo BDSM para ela, nós temos uma relação D/s, mas o que difilculta um pouco as coisas, é que sempre eu é que tenho que buscar novidades e novas regras, acaba por ficar uma dominação meio vaga, eu gostaria de ser comandado pelos desejos e vontades Dela, sem nunhuma interferencia minha.

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